quarta-feira, 31 de março de 2010

Aniversariante do dia

Professor Vicente Cristino...
Professor de Educação Física, desperta nos alunos o desejo pelo esporte e pela saúde, estimulando-os e incentivando-os através de atividades esportivas e a participação em campeonatos.
FELIZ ANIVERSÁRIO É:

FELICIDADE: ao máximo!
SERENIDADE: em cada amanhecer!
ÊXITO: em cada fase da tua vida!
BONS AMIGOS: para todas as horas!
AMOR: que nunca termine!
BOAS LEMBRANÇAS: de tudo o que foi vivido!
UM BONITO HOJE: com muito para agradecer!
UM CAMINHO: que te guie até um grandioso futuro!
SONHOS: se convertendo em realidade!
Que Deus te ilumine sempre,sempre parabéns felicidades mil !!

Estes são o votos da família SAC.
Parabéns!!!

terça-feira, 30 de março de 2010

Fatos Históricos de 30 de março


A morte indenizada
Em 30 de março de 1999, o grupo Philip Morris é condenado por um tribunal da Califórnia a pagar US$ 81 milhões de indenização à família de um homem que morreu de câncer. Um mês antes, o mesmo fabricante foi condenado a pagar indenizações de US$ 50 milhões por um tribunal da cidade de Nova York.
1814 - A Grã-Bretanha e seus aliados que lutaram contra o exército francês de Napoleão Bonaparte entram em Paris, simbolizando o fim do domínio francês no Continente Europeu.
1842 - A primeira cirurgia usando anestesia é realizada pelo Dr. Crawford Long, na Georgia, Estados Unidos.
1856 - É assinado o Tratado de Paris, encerrando a Guerra da Criméia e garantindo a integridade da Turquia Otomana.
1867 - O Secretário de Estado norte-americano, William H. Seward, assina um tratado com a Rússia, comprando o Alaska para os Estados Unidos por US$ 7 milhões. Na época, ele foi ridicularizado pela aquisição; anos depois, foi descoberto ouro e petróleo neste novo estado norte-americano.
1870 - É ratificada a Emenda de número 15 na Constituição norte-americana, que dá o direito ao voto para homens negros no país.
1912 - O Sultão de Marrocos assina o Pacto de Fez concedendo à França o protetorado sobre o seu país.
1938 - O embaixador alemão Karl Ritter relata ao ministro do Exterior de seu país a campanha antinazista e antiintegralista feita no Brasil.
1973 - O governo argentino protesta contra a intenção do Brasil de iniciar o enchimento da Ilha Solteira sem ter comunicado aos países interessados no curso das águas do rio Paraná.
1974 - Alice Cooper é a primeira estrela do rock internacional a se apresentar no Brasil. O show foi assistido por 50 mil pessoas.
1981 - O Presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, é baleado na capital norte-americana, Washington, por John W. Hinkley Jr.
1991 - O Sudão começa a receber ajuda externa para aplacar a fome de 7 milhões de pessoas, vítimas do fracasso das colheitas. O número de mortos nunca foi esclarecido.
1994 - Sérvios e croatas assinam um cessar-fogo para terminar a guerra na Croácia enquanto muçulmanos da Bósnia e sérvios continuam a guerrear entre si.
1995 - O Papa João Paulo II lança a 11º encíclica papal na qual condena o aborto e a eutanásia como crimes que nenhum ser humano pode legitimar.
1998 - Judy Buenoano, conhecida como "Viúva Negra¿, é executada na cadeira elétrica na prisão de Starke, na Flórida. Ela foi condenada pelo assassinato do marido, do filho paraplégico e pela tentativa de assassinato do amante.
1998 - A Rolls Royce é adquirida pela indústria automobilística alemã BMW por US$570 milhões.
1999 - Um júri, em Portland, Estados Unidos, ordena que a empresa Philip Morris pague US$ 81 milhões à família de um homem que morreu de câncer no pulmão após fumar cigarros Marlboro durante quatro décadas.
(Fonte:http://noticias.terra.com.br)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Paixão de Cristo


Amanhã dia 30 de março às 18:30h na Av Beira Mar, será a apresentação teatral da PAIXÃO DE CRISTO, evento realizado pelos alunos e professores do Instituto Hélio Góes, escola inclusiva que trabalha com alunos com deficiência visual.

Dia em que reviveremos e refletiremos não só todo o amor e doação de Jesus Cristo, mas também um dia de refletir, repensar e reavaliar o nosso conceito ou "preconceito" em relação as pessoas com deficiência. Neste sentido entende-se que, desmistificar os mitos, ressaltar as potencialidades, aceitar e respeitar as pessoas com as suas diferenças requer um exercício diário na construção e concepção dos valores morais e éticos que permeiam a nossa formação, enquanto ser humano.
(Cássia Aquino - Coordenadora Pedagógica)
Obs: A procissão terá início em frente as quadras de vôlley e terminará no Anfiteatro da Av. Beira Mar com a crucificação de Jesus Cristo.

Você sabia?

Fundação de Salvador
Salvador foi fundada em 29 de março de 1549, Thomé de Souza fundou a cidade da Salvador, uma das mais antigas do Brasil. Criada para ser a capital da colônia, permanecendo assim até 1763. Salvador é hoje uma das principais cidades brasileiras, palco das mais agitadas festas populares, como o Carnaval na Barra.
1792 - Morre Gustavo III, rei da Suécia.
1858 - Inauguração da primeira seção da primeira estrada de ferro que operou no Brasil, chamado "Ferrovia de Dom Pedro II".
1865 - O governo paraguaio declara guerra à Argentina em um texto que o governo argentino recebe em 3 de maio.
1878 - Nasce Manuel de la Parra, poeta mexicano.
1890 - Assinatura do protocolo da Conferência de Berlim, pelo qual se estabelece na Alemanha o descanso dominical.
1895 - Nasce Ernst Junger, escritor e filósofo alemão.
1908 - A Câámara dos Comuns britânica concede o direito de voto às mulheres.
1933 - Se constitui em Berlim um comitê central, patrocinado pelo Partido Nacional Socialista (nazista), para dirigir o boicote contra os judeus.
1936 - Amplo apoio em plebiscito dos alemães à política internacional de Adolf Hitler.
1945 - Segunda Guerra mundial: os russos cruzam a fronteira austríaca.1946 - O governo argentino nega as acusações do governo americano de ter ajudado a Alemanha desde 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.
1957 - Nasce Christopher Lambert, ator e produtor francês de cinema.
1973 - O último fuzileiro naval dos Estados Unidos abandona o Vietnã.
1975 - Avanço comunista no Vietnã com a ocupação de Hué e Da Nang.
1981 - O general Roberto Viola substitui o general Jorge Videla na presidência da Argentina.
1983 - O democrata cristão Helmut Kohl é consagrado chanceler da Alemanha Ocidental, depois do triunfo de seu partido nas eleições.
1987 - Morre Maria Von Trapp, escritora austríaca que inspirou o filme "A Noviça Rebelde".
2001 - Morre John Lewis, pianista e compositor americano.
(Fonte:http://noticias.terra.com.br)

domingo, 28 de março de 2010

Escola Especial deve servir de apoio para inclusão de alunos

A matéria que vocês irão ler, diz respeito a inclusão das pessoas com deficiências nas escolas públicas, que segundo Rodrigues (2004, p.194) aponta para "as questões que estão relacionadas à inclusão são, muito mais de cunho ético, moral e de respeito ao outro cidadão, do que propriamente da legalidade e financiamento pelas esferas governamentais". Após a leitura, dê você também a sua opinião.
Ivani Marciel de Carvalho, mãe de Rafael, um menino de 12 anos com necessidade especial intelectual, decidiu há dois anos tirar seu filho de uma pequena escola particular e colocá-lo em uma grande instituição municipal da cidade de São Paulo. Matricular uma criança com necessidade especial em um colégio regular é uma dúvida para muitos pais, mas bem aceita por educadores e profissionais da área.
Segundo os especialistas ouvidos pelo Terra, a escola especial deve servir de apoio à escola regular. Liliane Gracêz, Coordenadora dos Serviços Educacionais da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (Apae), defende o trabalho em conjunto entre escolas regulares e escolas especiais. "O modelo separado já mostrou não dar certo, a questão é que muitos pais se preocupam com relação à rejeição", disse. Liliane afirma que as instituições fazem mediações e conversas com professores e conselho dos colégios.
A coordenadora-geral de Articulação da Política de Inclusão nos Sistemas de Ensino do Ministério da Educação (MEC), Sinara Pollon Zardo, também compartilha da mesma idéia. De acordo com ela, a escola regular é a responsável pelo currículo dos estudantes com deficiência intelectual e outras necessidades especiais. A especial serve como um apoio.
Como diz a Constituição Brasileira, a educação é um direito de todos, dever do Estado e da família. De acordo com Liliane Gracêz, as escolas não podem recusar um aluno com necessidades especiais. Para ela, a ideia agora é inibir essas escolas focadas somente em crianças especiais como se pensava antigamente. A tendência é incentivar a inclusão desses alunos em instituições regulares, porém, com atendimento específico, diz a coordenadora.
"As crianças especiais tem direito a duas escolaridades: a regular e um atendimento educacional especializado", disse. "No primeiro momento existe muito receio por parte dos pais e escolas, no entanto, depois notam que todos se beneficiam. O aluno, por fatores sociais e de aprendizagem, as instituições que repensam a metodologia de ensino, e também os outros estudantes que apreendem a conviver com as diferenças".
A psicóloga Ana Bock, professora de psicologia social e educacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), diz que partir da perspectiva da educação o que se espera do trabalho escolar na parte social é inserção cultural, como ler, aprender música, informática, entre outras coisas. Sendo assim, todos devem frequentar a escola regular, com suas características e singularidades.
"Educação inclusiva não é levar o deficiente para o espaço dos normais. É pensar a educação para todos", analisa a psicóloga. Segundo ela, o professor não tem tido a oportunidade de adquirir essa noção. Ana comenta que o docente sempre soube trabalhar as diferenças, afinal, as crianças apresentam muita diversidade, ele só precisa mudar a forma de trabalho.
"O professor deve estar atento para não destacar a particularidade do aluno, e também não fazer o contrário, escondendo. As crianças estão no momento excelente para trabalhar isso dentro delas, elas se vêem todas crianças", disse ela.
A coordenadora dos Serviços Educacionais da Apae de São Paulo afirma que não é fácil para uma escola adequar-se a todo tipo de necessidade especial. "Só nos formamos no cotidiano", disse.
A deficiência intelectual é apenas uma entre outras da categoria. As Necessidades Educacionais Especiais estão divididas em três grupos: o de deficiência, seja ela intelectual, visual, motora, física ou auditiva; transtornos globais do desenvolvimento; e superdotação. Para Ivani, mãe de Rafael, ainda falta preparo e investimento da parte das escolas e docentes para receber os alunos especiais. "Em minha opinião, os professores que não se identificam não devem ser forçados a trabalhar com casos como este, pois assim não perdem a paciência e não deixam a criança de lado", afirmou.
"A princípio fui arredia em relação à inclusão. Tinha medo da rejeição por parte de professores e alunos. Depois, médicos e pedagogos me orientaram e falaram dos ganhos de aprendizagem e socialização", disse a mãe de Rafael, que hoje cursa a quarta série do Ensino Fundamental.
Rafael é conhecido em sua escola, e participa de passeios e festas. "A rejeição é palpável, ela existe. Tive de parar de mandar bala nos lanches, pois tomavam dele. Em nossas conversas eu enfatizo que tem muitas pessoas que gostam dele. Na sala, uma estagiária acompanha o Rafael mais de perto, isso me deixa tranquila", disse Ivani.
O papel da Apae não é alfabetizar, mas desenvolve questões que ajudam neste recurso com atividades, o que promove um salto na aprendizagem. A dificuldade de Rafael no aprendizado é grande. De acordo com a mãe do estudante, a metodologia usada na escola regular deveria ser focada no que o aluno gosta. "Por exemplo, meu filho adora informática e esporte. Deveriam existir mecanismos que utilizam essa ferramenta para um melhor desempenho", disse.
Rafael frequenta e escola regular pela manhã, e no outro período faz atividades complementares, como esportes, na Apae. "Ainda existem escolas especializadas, voltadas apenas para alunos com necessidades especiais, mas estão dentro do contexto de política de inclusão. Já estão transformando seu projeto pedagógico", disse Sinara.
De acordo com dados do Censo Escolar Mec/Inep 2009, estão matriculados no Brasil 639.718 estudantes com necessidades especiais. Desse total, 56% (359.664) estudam em escolas regulares, e 31% (195.257) em especializadas. Frequentam classes especiais 13% (80.797), porém dentro da escola comum.
(Fonte: www.noticias.terra.com.br)

sábado, 27 de março de 2010

27 de março - Dia do Circo


O CIRCO SEM LONA
Pode-se dizer que as artes circenses surgiram na China, onde foram descobertas pinturas de quase 5.000 anos, em que aparecem acrobatas, contorcionistas e equilibristas. A acrobacia era uma forma de treinamento para os guerreiros, de quem se exigia agilidade, flexibilidade e força. Com o tempo, a essas qualidades se somou a graça, a beleza e a harmonia.
Em 108 a.C., houve uma grande festa em homenagem a visitantes estrangeiros, que foram brindados com apresentações acrobáticas surpreendentes. A partir daí, o imperador decidiu que todos os anos seriam realizados espetáculos do gênero durante o Festival da Primeira Lua. Até hoje, os aldeãos praticam malabarismo com espigas de milho e brincam de saltar e equilibrar imensos vasos nos pés.
Nas pirâmides do Egito, existem pinturas de malabaristas. Nos grandes desfiles militares dos faraós se exibiam animais ferozes das terras conquistadas, caracterizando os primeiros domadores.
Na Índia, os números de contorção e saltos fazem parte dos milenares espetáculos sagrados, junto com danças, música e canto.
Na Grécia, as paradas de mão, o equilíbrio mão a mão, os números de força e o contorcionismo eram modalidades olímpicas. Os sátiros faziam o povo rir, dando continuidade à linhagem dos palhaços...
No ano 70 a.C., em Pompéia, havia um anfiteatro destinado a exibições de habilidades incomuns.
O Circo Máximo de Roma apareceu pouco depois, mas foi destruído em um incêndio. Em 40 a.C., no mesmo local, foi construído o Coliseu, onde cabiam 87 mil espectadores. Lá, eram apresentadas excentricidades como homens louros nórdicos, animais exóticos, engolidores de fogo e gladiadores, entre outros. Porém, entre 54 e 68 d.C., as arenas passaram a ser ocupadas por espetáculos sangrentos, com a perseguição aos cristãos, que eram atirados às feras, diminuindo o interesse pelas artes circenses.
Os artistas passaram a improvisar suas apresentações em praças públicas, feiras e entradas de igrejas. Durante séculos, em feiras populares, barracas exibiram fenômenos, habilidades incomuns, truques mágicos e malabarismo.
No século XVIII, vários grupos de saltimbancos percorriam a Europa, especialmente a Inglaterra, França e Espanha. Eram freqüentes as exibições de destreza a cavalo, combates simulados e provas de equitação.

O CIRCO COMO ELE É
O primeiro circo europeu moderno, o Astley's Amphitheatre, foi inaugurado em Londres por volta de 1770, por Philip Astley, um oficial inglês da Cavalaria Britânica. O circo de Astley tinha um picadeiro com uma espécie de arquibancada perto. Ele construiu um anfiteatro suntuoso e fixo, pois ficaria permanentemente no mesmo lugar. Organizou um espetáculo eqüestre, com rigor e estrutura militares, mas percebeu que, para segurar o público, teria que reunir outras atrações; juntou, então, saltimbancos, equilibristas, saltadores e palhaço. O palhaço do batalhão era um soldado do campo, que acaba sendo o "clown", palavra que, em inglês, se origina de caipira. O palhaço não sabia montar, entrava no picadeiro montado ao contrário, caía do cavalo, subia de um lado, caía do outro, passava por baixo do cavalo. Como fazia muito sucesso, começaram a se desenvolver novas situações. Ao longo dos anos, Astley acrescentou saltos acrobáticos, dança com laços e malabarismo.
Este primeiro circo funcionava como um quartel: os uniformes, o rufar dos tambores e as vozes de comando para a execução dos números de risco. O próprio Astley dirigia e apresentava o espetáculo, criando assim, a figura do mestre de cerimônias.
Seu espetáculo foi visto por gente de todo o mundo, pois Londres era uma cidade muito visitada. E, em 50 anos, houve um rápido desenvolvimento do circo no mundo.
O termo "circus" foi utilizado pela primeira vez em 1782, quando o rival de Astley, Charles Hughes, abriu as portas do Royal Circus. Em princípios do século XIX, havia circos permanentes em algumas das grandes cidades européias. Existiam, além disso, circos ambulantes, que se deslocavam de cidade em cidade, em carretas cobertas.

O CIRCO NORTE-AMERICANO
John Bill Ricketts, inglês e aluno de Hughes, levou o circo para os Estados Unidos, em 1792, em turnê pelo nordeste americano. Seu circo foi destruído em um incêndio, o que o fez retornar para a Inglaterra, aonde não chegou, pois o navio em que viajava afundou em uma tempestade.
William Cameron Coup foi o primeiro a fazer um espetáculo circense de grandes dimensões, para uma platéia de mais de mil pessoas, em 1869, com espetáculo em dois picadeiros simultaneamente. Dois anos depois, associou-se a Phineas T. Barnum, um famoso apresentador, e abriram um grande circo em Nova York. A propaganda dizia que era “o maior espetáculo da Terra”.
Em 1881, Barnum juntou-se a James Anthony Bailey, fazendo surgir um circo ainda maior, o Barnum and Bailey, com três picadeiros simultâneos.
Em 1884, surgiu a poderosa dinastia circense dos irmãos Ringling, que absorveram, entre outras, a companhia de Barnum e Bailey, e se tornaram a maior organização itinerante do mundo. No entanto, depois da II Guerra Mundial, os custos de montagem e transporte tornaram inviável o traslado de semelhante estrutura.


O CIRCO NO BRASIL
No Brasil, mesmo antes do circo de Astley, já havia os ciganos que vieram da Europa, onde eram perseguidos. Sempre houve ligação dos ciganos com o circo. Entre suas especialidades, incluíam-se a doma de ursos, o ilusionismo e as exibições com cavalos. Há relatos de que eles usavam tendas e nas festas sacras havia bagunça, bebedeira e exibições artísticas, incluindo teatro de bonecos. Eles viajavam de cidade em cidade e adaptavam seus espetáculos ao gosto da população local. Números que não faziam sucesso na cidade eram tirados do programa.
O circo com suas características, em geral itinerante, existe no Brasil a partir dos fins do século XIX. Os grupos circences desembarcavam em um porto importante, faziam seu espetáculo e partiam para outras cidades, descendo pelo litoral até o Rio da Prata, até chegar a Buenos Aires.
Instalando-se na periferia das grandes cidades e voltado para as classes populares, sua modernização não se deu em termos de espaço e equipamentos: investe no elemento humano, suas destrezas, habilidades e criatividade. Por isso, os palhaços são as figuras centrais e deles depende o sucesso do espetáculo.
O circo brasileiro tropicalizou algumas atrações. O palhaço brasileiro falava muito, ao contrário do europeu, que era mais mímico. Era mais conquistador e malandro, seresteiro, tocador de violão, com um humor picante. O público também apresentava características diferentes: os europeus iam ao circo a fim de apreciar a arte; no Brasil, os números perigosos eram as atrações: trapézio, animais selvagens e ferozes.
Segundo Alice Viveiros de Castro, existem atualmente mais de 2.000 circos espalhados pelo Brasil, sendo aproximadamente 80 médios e grandes, com trapézio de vôos, animais e grande elenco. Estima-se um público anual de 25 milhões de espectadores.
Entre os problemas enfrentados nos dias de hoje, estão o alto preço cobrado pelo aluguel dos terrenos e a proibição da instalação de circos em algumas cidades. Por vezes, as autoridades locais temem os “forasteiros”.

SURGE UM NOVO CIRCO
Atualmente, paralelamente aos circos itinerantes e tradicionais que ainda existem, a arte circense também é aprendida em escolas. Por uma mudança de valores, muitos circenses colocaram seus filhos para estudar e fazer um curso universitário. As novas gerações estão trabalhando com mais empenho na administração dos circos.
Surge um novo movimento, que pode ser chamado de Circo Contemporâneo. Não há uma data precisa do seu surgimento, mas pode-se dizer que o movimento começou no final dos anos 70, em vários países simultaneamente.
Na Austrália, com o Circus Oz (1978), e na Inglaterra, com os artistas de rua fazendo palhaços, truques com fogo, andando em pernas de pau e com suas mágicas.
Na França, a primeira escola de circo é a Escola Nacional de Circo Annie Fratellini. Annie era descendente da maior família de palhaços franceses, os Fratellini. A escola surge com o apoio do governo francês, em 1979. Ligados à escola ou não, começam a surgir vários grupos.
No Canadá, os ginastas começaram a dar aulas para alguns artistas performáticos e a fazer programas especiais para a televisão e em ginásios, em que os saltos acrobáticos eram mais circenses. Em 1981, criou-se a primeira escola de circo para atender à demanda dos artistas performáticos.
Em 1982, surge em Québec o Club des Talons Hauts, grupo de artistas em pernas de pau, malabaristas e pirofagistas. É esse grupo que, em 1984, realiza o primeiro espetáculo do Cirque du Soleil. Em decorrência do grande sucesso no Canadá, eles recebem apoio do governo para a primeira turnê nos Estados Unidos. A segunda turnê, em 1990, é assistida por 1.300.000 espectadores no Canadá e excursiona por 19 cidades americanas.
Surge a grande empresa de espetáculos que atualmente está em cartaz, com oito espetáculos diferentes, no mundo - em três continentes - com mais de 700 artistas contratados.
Voltando um pouco na história, é importante mencionar a influência da ex-União Soviética. Em 1921, o novo governo soviético resolve criar uma escola de circo e convida o prestigiado diretor de teatro Vsevolod Meyherhold para dirigi-la.
O contato entre os tradicionais do circo e a vanguarda do teatro resulta na criação de uma escola que coloca o circo num patamar de arte. Dança clássica e teatro fazem parte do currículo. É criada uma forma de espetáculo com temas vairados e uma apresentação inteiramente nova. São criados novos aparelhos, diretores são chamados para dirigir os espetáculos, músicos fazem composições especiais e sob medida.

O CIRCO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO
A primeira escola que se instalou no Brasil chamava-se Piolin, em São Paulo, no estádio do Pacaembu (1977). Em 1982, surgiu a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, onde jovens de todas as classes sociais têm acesso às técnicas circenses. Formados, os ex-alunos vão trabalhar nos circos brasileiros ou no exterior, ou formam grupos que se apresentam em teatros, ginásios e praças.
Atualmente, a Intrépida Trupe, os Acrobáticos Fratelli, os Parlapatões, Patifes e Paspalhões, a Nau de Ícaros, o Circo Mínimo, o La Mínima, o Circo Escola Picadeiro, a Linhas Aéreas e o Teatro de Anônimo, entre outros, formam o Circo Contemporâneo Brasileiro.

(Fonte:www.velhosamigos.com.br)

sexta-feira, 26 de março de 2010

A importância do uso da bengala






A Importância do uso da bengala para o Deficiente Visual




Por Juliana Durand







Muitos atribuem à bengala um instrumento de identificação que aquele individuo é "cego”. Esta concepção na maioria das vezes surge da própria pessoa cega e que por preconceito consigo mesmo, muitos se recusam ao uso da bengala.
Mas a bengala é símbolo de vitória e independência para aqueles que as usam, pois com ela podemos perceber as mais diferentes sensações táteis. É com ela que o cego conquistou não só a sua independência e autonomia, mas conquistou também o respeito de ser um cidadão atuante, pronto a ingressar a faculdade e ao mercado de trabalho, assim também como a admiração de todos.
Se desde cedo a criança cega ou com visão reduzida for conscientizada e estimulada pela família a usar a bengala, poderá lidar muito mais com as dificuldades próprias e peculiares da infância do que com uma sobrecarga de problemas e tabus adicionada pelos receios, incertezas e preconceitos do adulto. O mesmo certamente acontece com o adolescente e com o adulto, pois as dificuldades e características destas fases serão enfrentadas e resolvidas sem o estresse da preponderância da sua condição de deficiente visual. Isto é: Julia antes de ser cega, é uma criança; Miguel, um jovem acima da sua deficiência visual e Francisco, um adulto apesar da sua visão reduzida.


Conheça um pouco mais como tudo começou...

“Em 1945, o exército americano sentia-se passivo e inoperante diante dos soldados cegados na guerra; 2358, recrutas recebendo pensão do governo e com sua locomoção comprometida. Primeiro Tenente Oftalmologista, Richard Hoover, junto com sua equipe, propôs estudar e tratar o problema da cegueira e o mecanismo da marcha. Hoover criou um método revolucionário de locomoção. Usando um instrumento que lembrava um bastão, mas com função, material e comprimento diferentes. A aplicação desta técnica foi um sucesso extraordinário. Hoover desenvolveu um sistema de exploração para ser efetuado com o toque da ponta da bengala, que transmitiria todas as sensações táteis detectadas por ela. 1948, terminada a primeira etapa, Hoover estendeu o projeto aos demais soldados cegos. Vendo o interesse da sociedade civil, educadores e familiares dos cegos civis, a partir daí difundiu-se, a todos os interessados, a técnica da bengala longa. A técnica de Hoover pela sua comprovada eficácia, segue sendo a única em vigor em todo o mundo. 1957, Joseph Albert Apenjo, enviado pela ONU ao Brasil, veio transmitir as técnicas de orientação e mobilidade ao primeiro grupo de profissionais interessados.”

Referências Bibliográficas: GARCIA, Nely, 2003 - "Como" desenvolver programas de Orientação & Mobilidade;
MEC-SEESP, 2003 - Orientação & Mobilidade: Conhecimentos básicos para inclusão do deficiente visual - Brasília.
(Juliana Durand - Professora do Instituto Hélio Góes)