segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
A Oficina de Cultura Surda está com inscrições abertas
Os interessados devem enviar e-mail para labdeinclusao@gmail.com com o assunto “Inscrição – Oficina de Cultura Surda” para receber a ficha de inscrição ou ir ao Laboratório de Inclusão (Rua Soriano Albuquerque, 230).
A Oficina de Cultura Surda, lecionada pelo instrutor de Letras/Libras Geraldo Venceslau Jr., é um dos projetos desenvolvidos pelo Laboratório de Inclusão, desde 2007. O intuito da oficina é compartilhar orientações sobre a cultura surda, normas de convivência e conhecimentos básicos da Libras, melhorando o convívio entre ouvintes e pessoas com deficiência auditiva.
SERVIÇO
Oficina de Cultura Surda
Dia: Às sextas-feiras, a partir do dia 9 de março, de 9h às 11h e 14h às 16h
Local: Biblioteca Maurice Pate da STDS (Rua Soriano albuquerque, 230)
Livre e Gratuito
Fonte: Laboratório de Inclusão
Fone: (85) 3101-2123 Fax: (85) 3101-4583
Como os cegos sonham
Normalmente os cegos de nascimento, ou os que perderam a vista com pouca idade, não sonham com imagens, mas em seus sonhos podem falar, escutar, sentir, cheirar, saborear, etc. Os cegos que perderam a visão com mais idade, possuem imagens em seus sonhos, mas estas podem ir diminuindo com o tempo, e mesmo desaparecerem por completo. Geralmente, os cegos que perderam a visão já adultos, podem sonhar alguns dias com imagens, outros sem elas.
Para dar a esse tema um caráter mais prático, citarei o testemunho de alguns cegos adultos, que colaboraram relatando ou explicando seus próprios sonhos, deixando mais claro como sonham os cegos.
Angela Marín, 27 anos. Cega total de nascimento.
Geralmente meus sonhos se repetem e as pessoas com quem sonho também. Sonho que estou com meus pais, em casa ou no carro, ou caminhando com meus amigos. Em meus sonhos não os vejo, mas sei que estão ali, que me falam. Eu os escuto e respondo. Uma vez sonhei que estava viajando para Cuzco em um avião em companhia de minha irmã e uns amigos. E eu lhes dizia:
- Como vamos chegar? É possível que nos afete a altura.
E eles diziam:
- Não importa. Anime-se e vamos. Se tivermos problemas, regressamos.
Em meus sonhos não vejo, porém em ocasiões posso cheirar. Já sonhei que comia e que podia cheirar, saborear a comida.
Luis Alberto Nakamatsu, 34 anos. Cego total de nascimento.
Eu sonho com as coisas que faço sempre. Também sonho com as pessoas com quem convivo regularmente, que podem ser os amigos, pais, namoradas. Não existem imagens, porém, somente sons, tatos, cheiros, prazer e dor, sentimentos.
Fernando Montez, 29 anos. Cego desde os 9 meses de nascido, com cegueira total.
Em meus sonhos nunca vejo, mas posso escutar, falar, inclusive cheirar. Assim mesmo, muito poucas vezes sonho que caminho na rua com a bengala, embora, na vida real, eu o faça muitas vezes. Algumas vezes sonho que converso ou me dirijo a pessoas cujas vozes, em realidade, nunca escutei antes. Por exemplo: sonhei que conversava com uma menina e, como é óbvio, ouvia sua voz. Entretanto, nunca a escutara falar na vida real, embora a tenham descrito para mim. Certa ocasião, lendo um famoso romance, sonhei que falava com uma mulher, uma das personagens da obra e, apesar de ser um personagem totalmente fictício, no sonho pude ouvir sua voz.
Outra vez sonhei que me encontrava na praia com umas amigas que só conhecia no sonho. Eu conversava com elas contente quando veio uma onda gigantesca, mas antes que esta onda chegasse até a mim, fui levantado no ar por uma ventania: pude sentir (tato) claramente como aquele forte vento me levantava. Permaneci no ar durante uns 7 a 10 segundos, quando caí lentamente além de um pequeno muro que estava perto da praia, onde se encontravam minhas amigas, que comentavam, de forma breve, o que eu havia passado. Logo segui falando com elas, feliz e ileso.
Charo Galarza, 33 anos. Cega desde os 2 anos.
Em meus sonhos existem sons e vozes, além de cheiros e sabores. Não sonho com imagens. Dificilmente sonho que estou andando com minha bengala e, geralmente, estou sozinha caminhando por lugares que conheço ou, em outros, com pessoas que me guiam.
Gustavo Adolfo, 40 anos. Cego desde os 7 anos.
Até meus 10 ou 12 anos, eu via em meus sonhos, depois comecei a sonhar sem ver. Quando em meus sonhos eu via, era com lugares que eu tinha conhecido ao enxergar, mas quando eu comecei a sonhar sem imagens visuais, começaram a aparecer lugares que eu não conhecia. Recordo que, quando eu era menino, sonhei que eu estava com um amigo e que caminhávamos pelo pátio de uma casa. Eu via uma mancha ao fundo em uma parede e disse a ele que ela poderia nos fazer dano. Então ele começou a correr, mas quando quiz fazê-lo também, senti como se minhas pernas fossem de chumbo. Corria muito devagar, com passos muito lentos, pesados. Sem dúvida, desde meus 10 ou 12 anos não conseguia mais ver bem em meus sonhos, como poderia correr?
Em meu primeiro sonho, que eu me lembre, em que não podia mais ver, eu estava em um colégio que fica no distrito de Barranco. Eu caminhava em seus ambientes, estranhos para mim.
John Hinojosa, 23 anos. Cego total desde os 9 anos.
Eu perdi a vista aos 9 anos e quanto mais passava o tempo eu ia sonhando como percebo as coisas agora, ou seja, sem visão. Quando tinha 15 ou 16 anos sonhei que estava em um anfiteatro com várias pessoas, que me pediram para eu falar 3 números. O primeiro que dei foi o número 8. Então todos moveram a cabeça para mostrarem seu desacordo com minha escolha, e tudo começou a se destruir. As pessoas caíram esmagadas e logo eu estava numa terra desértica, onde havia montes de entulhos, muita destruição. Nesse pesadelo pude ver com imagens o anfiteatro com as pessoas, e como as coisas eram destruidas.
Todavia, aos 18 anos, a metade dos meus sonhos eram com visão. Agora tenho as imagens visuais menos perceptíveis. Raras vezes sonho com branco, todo os sonhos são meio obscuros, nublados. Desde que sou cego só me recordo de sonhar umas duas ou três vezes com imagens de cores claras como o branco. Quando sonho com pessoas, só as escuto, mas quando sonho com objetos, os percebo com mais detalhes. Sonho mais com o mar, os montes, que com meus sonhos posso recordar, mas o rosto de pessoas não.
Lucio Suárez Sánchez, 30 anos. Cego total desde os 17 anos.
As vezes sonho vendo, as vezes como agora, ou seja, sem ver, mas posso escutar. geralmente quando sonho e vejo é em qualquer ambiente, porém é noite. Muitas poucas vezes sonho vendo de dia. Também em meus sonhos, posso ver a gente que conheci depois de perder a visão. Eu as conheço pela descrição que as pessoas me fazem delas. Construo em minha mente uma espécie de progressão visual dos rostos.
Obs: Esse texto foi retirado do site peruano: www.infociegos.com, pertencente al Sr. Beto Ugarte, cego desde os 9 meses de nascido.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
SACFOLIA
Breve descrição da imagem: Alunos da Educação Infantil dançando no pátio da escola junto com a apresentadora Bruna Damasceno. O local onde foi realizado o Baile de carnaval estava decorado com máscaras e bambolê, todas suspesas.
Breve descrição da imagem: Alunos da Educação Infantil fantasiados. Entre as crianças a apresentadora do programa "Coisa de criança" da TV UNIÃO, Bruna Damasceno.
Carnaval com Inclusão: Maracatu Luzes da Alma pra Ver e Ouvir
O Maracatu Luzes da Alma foi a atração de ontem (16) no projeto Multiacesso do CUCA Che Guevara. O grupo tem seis anos de existência e é mantido pela Sociedade de Assistência aos Cegos do Estado do Ceará - SAC, sob a coordenação do Prof. Paulo Roberto Cândido, autor da música e da letra do maracatu. A direção artística é da professora Juliana Durand.
Breve descrição da imagem: foto do Maracatu Luzes da Alma se apresentando no palco do Cineteatro do CUCA
O evento foi aberto pelo Diretor de Difusão e Programação do CUCA, Sr. José Alves Netto, que fez questão de ressaltar em sua fala o interesse e a disponibilidade do CUCA em apoiar iniciativas de inclusão de todos os públicos aos programas realizados pelo equipamento por meio do projeto Multiacesso, que prevê a realização de atividades mensais inclusivas para pessoas com deficiência. Ao final, o Produtor Cultural Klístenes Braga, um dos responsáveis pelo Multiacesso, conduziu um diálogo entre as pessoas na plateia e os integrantes do maracatu. Participaram deste momento os alunos do Instituto Hélio Góes, da Escola Inês Gustavo Barroso, ambas do bairro São Gerardo, e da Escola Raimundo Moura Mateus, do bairro Passaré.
Breve descrição da imagem: foto do Prof. Paulo Roberto
falando ao microfone no palco do Cineteatro do CUCA.
Ao fundo, o Maracatu Luzes da Alma
O professor Paulo Roberto destacou a importância do acesso das pessoas com deficiência ao universo das artes como forma de promoção da inclusão e socialização de todos no convívio em sociedade. Paulo Roberto ocupa atualmente a presidência da Academia de Letras e Artes da Sociedade de Assistência aos Cegos – ALASAC, que vem realizando várias atividades artísticas de cunho inclusivo para todas as pessoas atendidas pela SAC. Breve descrição da imagem: foto do Maracatu Luzes da Alma
se apresentando no palco do Cineteatro do CUCA. Destaque para o rei e a rainha ao centro, usando trajes pretos, o abre-alas, à esquerda, usando traje amarelo, e o cantor Ítalo Gutyerrez, à direita, usando calça jeans e camiseta preta.
Estiveram presentes ainda na tarde de ontem o Sr. Antônio Alves Ferreira, membro do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado do Ceará – CEDEF/CE, vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará – SEJUS, e a Sr.ª Josélia Almeida, Presidente da SAC.
Segundo Klístenes Braga, no próximo mês, o projeto Multiacesso já tem duas ações agendadas: as apresentações dos espetáculos O Cantil, do Grupo Teatro Máquina, para alunos do Instituto Cearense de Educação de Surdos, com interpretação em LIBRAS, e Memórias de Natal, da Cia. de Teatro Ponto de Vista, para alunos com deficiência visual de escolas inclusivas da capital cearense, por meio da Audiodescrição.
Para mais informações sobre o projeto Multiacesso, os interessados poderão entrar em contato com Klístenes Braga através do e-mail.
Fonte: ATAV Brasil
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Governo Federal lança novo portal para pessoas com deficiência
www.pessoacomdeficiencia.gov.br
Fonte: Governo Federal
