sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Projeto assegura boletos em braille para deficientes visuais

Empresas poderão ser multadas caso não cumpram a lei

Rachel Librelon



A Câmara analisa o Projeto de Lei 672/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que assegura às pessoas com deficiência visual o direito de receber os boletos de pagamento dos serviços de telefone, energia elétrica, gás, IPTU e água/esgoto em braille, sem custo adicional. Além das faturas mensais, as empresas deverão disponibilizar em braille os comprovantes anuais de quitação.

Caso não cumpra a lei, a empresa ficará sujeita à multa de 30% sobre o valor da última fatura. O valor será revertido em favor do usuário em forma de desconto na fatura posterior.

Weliton Prado destaca que Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078/90) garante o direito à informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação de quantidade, característica, composição, qualidade e preço, além de adequada e eficaz prestação dos serviços públicos. “As pessoas com deficiência visual têm direito de conferir suas contas”, afirma o parlamentar.

Tramitação

A proposta foi apensada ao Projeto de Lei 7699/06, do Senado, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência, já foi analisado pelas comissões permanentes e está pronto para ser votado pelo Plenário.


Fonte: Rede Saci


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Josélia Almeida - 50 anos de dedicação a SAC



Quantos dias nos perguntamos: o que nos leva a ser voluntários, voluntárias?
Tornar-se voluntário significa atender à uma vontade que se transforma em um ideal. Ser voluntário, voluntária é conseqüência da tomada de consciência de que podemos tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
A Sociedade de Assistência aos Cegos – SAC tem em seu quadro de voluntariado um dos maiores exemplos de amor incondicional ao próximo, D. Josélia Almeida, que há 50 anos dedica sua vida, conhecimento e amor a essa entidade.
A ela, a nossa eterna gratidão e o nosso muito obrigado!!!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

DN - Premiação

Ontem (16/08) houve a entrega na Livraria Paulinas dos prêmios das melhores redações dos meses de abril, maio e junho do Diário do Nordeste - Infantil.

O Instituto Hélio Góes parabeniza as alunas:

Medalha de Honra ao Mérito:
Adryele Marques de Sousa - Redação: Um ser especial.

Prêmio: Medalha de honra ao mérito, uma assinatura de seis meses do Diário do Nordeste e um livro paradidático.

O professor de Português também é contemplado com uma assinatura de seis meses do Diário do Nordeste e um livro relacionado com a educação.

Menção Honrosa:
Reginara Lúcia - Redação: A floresta do coelho da Garoto
Thayná Viana Valente - Redação: O amor de mãe

Prêmio: Um diploma de menção honrosa e um livro paradidático.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Jogavox - Visita Antônio Borges a SAC

A Sociedade de Assistência aos Cegos - SAC teve o prazer de receber na última quinta-feira, (11/08) Antônio Borges, Professor da UFRJ, idealizador do Sistema DOSVOX, sistema destinado a Deficientes Visuais.
Antônio Borges esteve na SAC para ministrar o primeiro curso/oficina do programa Jogavox no Ceará destinados a professores e estudantes da área de informática.
O curso contou com a presença de profissionais da SAC, estudantes do Curso de Fomação da SAC, estudantes da UFC e demais profissionais.

O Jogavox, é um dos programas que fazem parte o Sistema Dosvox, sendo uma ferramenta interativa onde professor e aluno podem construir seus jogos com objetivos pedagógicos, inclusive, sem barreiras, tornando possível o uso do programa por todos os interessados, independentemente de terem ou não conhecimento de programação.







CONHEÇA MAIS O JOGAVOX:
O sistema Jogavox é uma ferramenta para criação interativa de jogos acessíveis a deficientes visuais, não apenas na jogabilidade, mas que também permite que um professor, mesmo sendo cego, possa criar jogos de grande interesse, sem grande esforço.
O projeto cria as bases para que se torne factível o incremento da integração do aluno com deficência na sala de aula pela disponibilização de jogos inclusivos, em que ele, deficiente, e outros colegas, não deficientes podem jogar e se divertir sem barreiras. Agregado ao jogavox, uma metodologia de construção de jogos simples, permite, em tese, que um grande número de professores domine esta ferramenta e com ela, construa jogos talhados para uso em suas necessidades pedagógicas e nas características peculiares de cada turma em que leciona. O Jogavox é aplicável a virtualmente todas as disciplinas.
O Jogavox fornece, portanto, uma infraestrutura acessível para deficientes visuais, tanto no ato de jogar quanto no de construir o jogo. Neste último caso, ele permite, através de uma cuidadosa interface homem-computador baseada em menus interativos simples e diretos, a incorporação de diversos elementos multimídia: textos, imagens, sons, música, filmes e outros elementos que possam ser controlados por um micro computador.
Deve, portanto, ser visto como um ingrediente importante e facilitador do acesso e da construção do conhecimento pelos alunos incluídos em turmas regulares, pela perspectiva de valorização das potencialidades encontradas em uma proposta de produção colaborativa.
O sistema computacional foi desenvolvido no Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro e teve o embasamento na dissertação de Mestrado da Prof. Érica Esteves da Cunha, e da monografia de pós-graduação em informática educativa, orientadas pelos profs. Josefino Cabral Lima e José Antonio Borges.

Visita Dr. Lúcio Alcântara a SAC


Em visita à Sociedade de Assistência aos Cegos, na tarde de quinta-feira (11/08), onde foi recebido pela diretora-presidente da SAC, Josélia Almeida, o conselheiro desta entidade, Lúcio Alcântara em companhia do Dr. Sérgio Juaçaba declarou durante o cerimonial da escola a importância dos estudos na vida das pessoas em alusão ao dia do estudante. Resgatou a história do “Casarão Rosado”, prédio que inicia toda a história da SAC, das missas celebradas naquele espaço e o trabalho desenvolvido por grandes bem feitores, ressaltando a figura de D. Josélia Almeida.




Conheça mais sobre Dr. Lúcio Alcântara:

Filho de Maria Dolores Alcântara e Silva e do ex-Senador e ex-Governador do Estado do Ceará, José Waldemar Alcântara e Silva. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Ceará em 1966. Casado com a escritora Beatriz Alcântara. Tem duas filhas.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

EUA testam células-tronco em seres humanos para tratar cegueira


Um total de 24 pacientes se inscreveram para se submeter aos primeiros testes clínicos para tratar dois tipos de cegueira com células-tronco, anunciou a companhia Advance Cell Technology (ACT) de Massachusetts.

A agência de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos (FDA) deu luz verde há alguns meses para iniciar os testes clínicos que tratarão uma forma de cegueira juvenil conhecida como doença de Stargardt e a cegueira por degeneração macular relacionada com a idade (DME), uma das principais causas de cegueira em maiores de 50 anos.

Agora que os primeiros pacientes se inscreveram, os testes começarão "em um futuro muito próximo", disse um porta-voz da ACT.

"Estes testes marcam um passo significativo para um dos campos menos desenvolvidos e mais necessitados do nosso tempo, o tratamento de uma forma até agora incurável de cegueira e para as formas comuns de cegueira", disse o líder das pesquisas, Steven Schwartz, da Universidade da Califórnia.

As células-tronco embrionárias são células mestras do corpo, capazes de gerar todos os tecidos e órgãos. Seu uso é controvertido porque muitas pessoas se opõem à destruição de embriões.

Da AFP Paris

Fonte: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

sábado, 6 de agosto de 2011

Cariri - Deficientes visuais vivenciam a natureza


Geopark Araripe proporciona contato de deficientes visuais com a natureza, além de novos conhecimentos

Juazeiro do Norte. Uma oportunidade para conhecer um pouco da biodiversidade da Chapada do Araripe. E são estudantes da Unidade de Educação Especial que têm feito o experimento, pela primeira vez, na ponta dos dedos, pela escuta ou simplesmente sentido a brisa na face, na Floresta Nacional do Araripe (Flona). Ontem e hoje está sendo realizada, pela primeira vez, para 20 alunos de 15 escolas públicas municipais do Crato, em parceria com o projeto Geopark Araripe, o projeto-piloto "Atividades de sensibilização de crianças com deficiência visual".

Pais e professores também estiveram envolvidos nas atividades. Ontem pela manhã, no Centro de Interpretação do Geopark, no Parque de Exposições, em Crato, os estudantes conheceram peças de fósseis e também fizeram réplicas, com a massa especial, por meio da orientação de estagiários do projeto e voluntários. As professoras e coordenadoras das escolas acompanharam as atividades, o que consideram uma ação única e que promove, acima de tudo, a inserção dos alunos da educação especial.

A intenção, segundo os organizadores, é trabalhar uma metodologia para sensibilizar portadores de deficiências visuais na percepção do meio ambiente e dos elementos característicos do território do Geopark. Ontem, foi realizada a vivência com as crianças no Centro de Interpretação.

Além do contato com os fósseis, as crianças e adolescentes, puderam perceber os minerais, plantas, espécies de animais típicos da Chapada, como o soldadinho-do-araripe, e outros elementos. Também foi usada a metodologia de percepção dos sons do ambiente e de pássaros da Flona, por meio da exibição de vídeo.

Hoje, a partir das 8 horas, será realizada uma trilha no Belmonte, na floresta nacional, adaptada para portadores de deficiência visual. Essas ações, de acordo com a equipe do Geopark, pretendem viabilizar a educação inclusiva para alunos com deficiência. Segundo a secretária executiva do Geopark, Flávia Lima, essa ação poderá ser desencadeada nos outros Municípios da região, que envolvem o território do projeto.

A coordenadora da Unidade de Ensino Especial, Maria Margareth Correia dos Santos, da Secretaria de Educação do Crato, afirma que essa é uma oportunidade que vai enriquecer a experiência de trabalho com os alunos da educação especial. "O toque e a relação com a natureza são importantes", diz. Outro ponto destacado é a abertura da universidade para perceber a necessidade de inclusão e possibilitar isso para outras instituições. Ela destaca a adesão de outras escolas de sua cidade ao projeto do Geopark.

Para Flávia Lima, esse poderá ser um trabalho até pioneiro na área de Geoparks. Ela trouxe a ideia do trabalho que pôde desenvolver no Paraná. E com isso, foi feito um planejamento para as adequações ao Geopark Araripe. "Temos a intenção de, além de trabalhar com outros Municípios, poder dar oportunidade para pessoas com outras necessidades especiais", explica a secretária executiva.

A estudante Maria de Fátima Sousa e Silva, de 8 anos, brincou muito pela manhã e também aprendeu a fazer réplicas de fósseis. A cada toque, um despertar para conhecer os fósseis de uma área tão abundante, como a Chapada do Araripe, que faziam parte de um mundo desconhecido da aluna da escola Dom Vicente, em Crato.

A professora de Braille, Juliana Sousa, levou duas de suas alunas para participar da vivência. Ela disse que essas ações promovem o desenvolvimento táctil das crianças. "Essa é a primeira oportunidade que esses alunos estão tendo e só vem agregar conhecimento, além de diversão", diz ela.

Fonte: Diário do Nordeste