sábado, 6 de agosto de 2011
Poste e árvore no meio do caminho do deficiente visual
sábado, 23 de julho de 2011
Protótipo de Bengala Eletrônica
O estudante universitário Carlos Solon Guimarães criou um protótipo de bengala eletrônica de baixo custo com dois sensores que avisa o deficiente visual quando há algum obstáculo a um metro de distância. Cada um dos sensores – o mesmo usado em celulares – é programado para vibrar quando há um objeto acima ou abaixo da cintura.
“Quando ambos balançam quer dizer que o obstáculo é grande”, explica Guimarães, que criou o protótipo para o seu trabalho de conclusão no curso de Ciência da Computação da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), no Rio Grande do Sul.
Nos Estados Unidos, já existe uma versão de bengala eletrônica vendida por US$ 1,4 mil. No Brasil, outro estudante criou um aparelho parecido, mas que conta apenas com um sensor e sai por R$ 500. “Só a parte eletrônica do meu protótipo, com componentes comprados no Brasil, custa R$ 225, sem contar a bengala”, diz Guimarães, que uso apenas softwares e hardwares de código aberto, ou seja, que qualquer pessoa pode usar e alterar sem pagar nada.
“A bengala foi feita com equipamentos de baixo custo. Isso não quer dizer que ele usou lixo eletrônico. Ele apenas aproveitou tecnologias abertas para fazer a bengala”, explica o professor Carlos Oberdan Rolim, corientador do aluno.
A ideia de Guimarães surgiu por meio de projetos da universidade que buscam alternativas para deficientes visuais. “Ele viu a possibilidade de desenvolver um projeto para que os deficientes não precisem mais ficar cutucando o solo para saber onde estão”, completa o professor.
Como a formatura de Guimarães está marcada para dezembro, ele ainda pretende melhorar o protótipo e estuda como a bengala será colocada no mercado.
Ainda não sei se será uma bengala fixa ao sensor ou adaptada. Espero conseguir investidores e vendê-la por, no máximo, R$ 300”, diz o estudante.
“O trabalho ainda não foi concluído, mas está bem adiantado. A ideia é ter uma bengala realmente formada. O protótipo é feito com canos PVC, por exemplo.
Também pensamos em, no futuro, criar um kit para que o deficiente conecte os sensores a sua bengala”, explica o professor Rolim.
Fonte: Deficiente Ciente
segunda-feira, 27 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
IV Prêmio Sentidos
Vem aí a 4ª edição do Prêmio Sentidos. As inscrições poderão ser feitas de 20/04/2011 a 20/07/2011. Participe contando a sua história,suas conquistas e superações. Mesmo quem participou da edição passada,tendo sido finalista, premiado ou não, poderá se inscrever novamente. E não é necessário se inscrever na mesma categoria, você pode escolher outra se achar mais adequado para o seu caso. Ou ainda, se você conhece alguém que tenha uma história que precisa ser conhecida pelo público,a oportunidade está aberta mais uma vez.
O prêmio abrange três categorias: Gente como a gente, na qual serão avaliadas trajetórias de vida que demonstrem superação das dificuldades impostas pela deficiência e que escolherá apenas um exemplo para ser premiado; Talentos Especiais, que contemplará performances artísticas,esportivas e literárias, premiando três iniciativas, uma por ação; Menção Honrosa, que homenageará uma empresa e uma organização que contribuíram ou contribui para a inclusão social.
Inscrições
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Miss Deficiente visual 2011
Filho ajudou na escolha
A autoestima em alta
- É um momento para a gente se sentir com a autoestima lá em cima.
As candidatas tiveram que definir seu conceito de beleza e escolher uma frase como lema.
Viagem ao Nordeste
O evento terá Regina Lima, apresentadora do Teledomingo, da RBS TV, como cerimonialista, e a maquiadora da RBS TV, Alice Salazar, no corpo de jurados.
Informações: 3225-3816
Enviado por Paulo Roberto.
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/diario-gaucho/19,222,3333080,Uma-beleza-que-vai-alem-dos-olhos.html
terça-feira, 7 de junho de 2011
ENTRE A LEI E OS INTERESSES
A mídia, a oposição, o povo, os sensatos, os honrados e tantos outros segmentos de uma sociedade moralmente correta, querem ter seus interesses respeitados, ou seja, desejam comprovações legais de que o patrimônio do Sr. Palocci cresceu dentro de uma matemática saudável e de uma ciência social honesta. Apesar de parecer algo extremamente complexo, exigir plenitude ética nos processos simbióticos e muitas vezes parasitas que envolvem Governo e setores privados, os brasileiros necessitam de programas que combatam a corrupção e a miséria ética.
Não é crime um ministro da República jantar com empresários, telefonar para industriais, receber sugestões e pedidos de favorecimentos, viajar em aviões emprestados por amigos, participar de festas e almoços em propriedades de grandes corporações empresariais, receber prêmios e troféus fornecidos pelos detentores das maiores fortunas do País, aceitar doações milionárias para as campanhas políticas, oferecer a mão de suas filhas ou o braço de seus filhos para matrimônios com descendentes de figurões da alta sociedade Brasileira, enfim, não é crime circular o público pelas vias do privado. Com um pouco de boa vontade, talvez, possa ser considerado crime, o circulante público aportar em contas bancárias privadas ou contribuições particulares ilícitas rechearem os cofres de homens públicos. O Tráficode influências não pode ser comprovado e por esta razão, pode ser aprovado pelas hostes jurídicas.
No suposto caso de enriquecimento relâmpago do Sr. Palocci, muitos interesses, assim como os do povo, precisam ser atendidos. Desta forma, opositores, aliados, Governo, PT, ex-presidente, organizadores da copa do mundo de 2014, marketeiros, "imprensa marrom" e tantos outros interessados e interesseiros defendem seus pontos de vista e a visão de suas pontas dos dedos contando dinheiro. O que diz a Lei? O que dizem os interesses? O que dizem os escritores?
Entre a Lei e os interesses cabem mais coisas do que a minha vã inspiração consegue lançar na rede. De qualquer forma, aguardo a manifestação do Procurador Geral da República no Jornal Nacional da Globo, com o mesmo tempo que teve o Palocci, para que o Ministério Público Federal a presente as provas que levaram à absolvição do Ministro Petista e o arquivamento dos pedidos de investigação.
Confesso que gostaria muito que a Lei mostrasse em rede nacional, a fórmula lícita do crescimento do patrimônio do Palocci, para que os meus interesses de conhecer uma Nação onde as Leis são cumpridas, possam ser, finalmente, saciados.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Reportagem DN: Na ponta dos dedos
Para muitos portadores de deficiência visual em Fortaleza, a Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC) é quase uma segunda casa. Seja como paciente do Hospital Alberto Baquit Júnior, como aluno da escola Instituto Hélio Góes ou como frequentador da Biblioteca Braille Josélia Almeida, entre outros espaços da instituição, é lá que se encontra a rede de apoio mais estruturada do estado. Inclusive, no que diz respeito ao acesso à cultura.
O Instituto Hélio Góes é uma escola curricular, reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação, que oferece educação infantil, ensino fundamental e reabilitação, além de atendimento para pessoas com outras deficiências (cognitiva, auditiva, motora etc.) e cursos de braille voltado aos familiares dos deficientes visuais (com objetivo de ajudá-los a acompanhar o desempenho dos filhos). A Educação Artística inclui atividades da dança, teatro e música.
"São 10 alunos por sala, inclusive do Interior e alguns de boa visão. Na Reabilitação, o número de assistidos é grande, por isso há dias alternados para as atividades", esclarece a professora Andreia Barros. Além de receber doações, o Instituto se mantém com parte da renda do Hospital Alberto Baquit Júnior e da Unidade Oftalmológica Iêda Otoch Baquit (que atendem pelo Sistema Único de Saúde, particulares e por convênios).
Na escola, Andreia é responsável por um dos espaços mais privilegiados, a biblioteca - cujo acervo é composto por livros em formato tradicional, em Braille e gravados em áudio. As temáticas vão desde a infantil até obras de preparo para Enem e concursos públicos.
Dedicação
Foi lá que, logo pela manhã, encontramos a aposentada Socorro Guedes Almeida, voluntária há mais de um ano da escola. Embora ocupada com uma pilha de livros para carimbar, esbanjou simpatia durante a entrevista. "É muito bom ser voluntária, servir ao próximo. Aqui a gente aprende tanta coisa, inclusive o exemplo vindo das pessoas com deficiência, e o amor dos funcionários pelo seu trabalho. Além de tudo, desenvolve os neurônios para evitar a esclerose", brinca.
"A tarefas dependem da necessidade. Às vezes catalogamos CDs e DVDs, encapamos livros. Uma vez por semana também participo do projeto Livro Falado, leio obras para gravação, que depois são escutadas pelos alunos e assistidos. Atualmente estou gravando um livro sobre igrejas do Ceará. Como é grande e as sessões duram apenas uma hora, devemos terminar até o final do ano", explica a voluntária.
O Setor de Livro Falado é um dos mais procurados no Instituto, por permitir de maneira imediata o acesso à literatura. Outro pequeno colaborador desse projeto é o aluno Juan Pablo, de oito anos, portador de cegueira total. Há dois anos ele é voluntário do projeto Curumim, no qual crianças realizam as gravações de obras escritas. Todo articulado, Juan explica que grava no estúdio do Instituto algumas vezes à tarde, depois das aulas. "Venho com a mãe de um colega ou de transporte. Escuto a história uma vez e regravo todinha. Eu escolho ou peço sugestão pra tia (professora)", conta.
"É importante, porque muitas crianças não têm condições de comprar os CDs. Por isso gosto de gravar, é bom fazer a alegria delas, a gente fica feliz também", explica, do alto da sua maturidade de quem está na alfabetização. "Estamos aprendendo letra V em Braille. É fácil, mas nas provas é mais difícil", diz com uma lógica tão inocente quanto desconcertante.
Uma das histórias preferidas de Juan é a do Patinho Feio. "Mas mudei um pouco, coloquei o patinho bonito, porque feio ele era maltratado. Às vezes faço histórias sem pé nem cabeça", diverte-se, enquanto sai da biblioteca rumo à aula de música. "Estou aprendendo violão e piano, mas queria mesmo era tocar bateria", confessa o pequeno.Atualmente o Curumins inclui 32 crianças voluntárias, de 4 a 12 anos, que são acompanhadas pelos professores durante as atividades. Normalmente são filhos de funcionários, voluntários ou assistidos. Nem todas fazem gravação, algumas ficam na biblioteca, contam histórias, organizam livros e brincam com outras crianças.
Literatura
Outro destaque do Instituto é a assistida e ex-aluna Luciana dos Santos dos Anjos, de 19 anos. "O assistido pode fazer muitas atividades, como pegar livros em Braille ou falados", ressalta a jovem, que há um anos entrou para a Alasac - Academia de Letras e Artes da Sociedade de Assistência aos Cegos.
Projeto pedagógico criado em 2008, a Alsac visa promover os talentos artísticos da Instituição, além de mostrar aos alunos o funcionamento de uma Academia de artes. O professor responsável pelo projeto, Paulo Roberto Cândido, é deficiente visual, dá aulas de informática no Instituto e é membro da Academia Municipalista de Letras do Estado do Ceará (Amlece).
"Temos as cerimônias, com toda a postura e os rituais de uma Academia. Todos os 20 membros, entre crianças e adultos, são cegos ou têm baixa visão, e já publicou um livro, texto ou teve o trabalho em destaque na mídia. Tem gente que canta, compõe, dança, faz cordel e trabalhos manuais. Os novos integrantes são indicados pelos atuais", ressalta Andreia.
Luciana, por exemplo, entrou no lugar de Mikaele Coelho, que faleceu aos 18 anos vítima de doença degenerativa, após ter escrito o livro "A pequena flor". Assim como sua predecessora, a jovem é afeita das letras. Já se classificou em concurso de poesia e, em 2009 publicou um livro, chamado "Mistérios da adolescência", sobre as experiências de seis amigos."À época, escrevi à mão, em Braille, porque ainda não tinha computador. Agora estou escrevendo o segundo, chamado ´Rodrigo´, que é um garoto popular na escola", resume Luciana. "Este estou escrevendo com o Dosvox (programa de computador específico para deficientes visuais), uma coisa mais moderna", brinca Luciana. "Estou tentando fazer a história bem construída, gosto de escrever para o público adolescente. Depois vou procurar alguma editora interessada", planeja.
Sede de conhecimento
Outro frequentador da biblioteca do Instituto é Celso Florêncio do Nascimento, 69 anos, aluno da reabilitação. Por conta de uma infecção após cirurgia de catarata, ficou parcialmente cego em 2006. "Vejo um pouquinho de claridade, só", explica o professor aposentado. "Devido à profissão, andava sempre com um jornal, um livro. Minha primeira preocupação foi não poder mais ler", recorda. "Então procurei o Instituto, e como vinha com tanta vontade, aprendi o braille em um mês e meio. Depois aprendi o caminho da biblioteca e nunca mais esqueci", brinca Celso.Ele também é usuário do Setor de Livro Falado. "É um recurso excelente, uma forma de continuar ´lendo´. No Braille temos que nos concentrar muito para ler e escrever, e não pode ficar muito tempo sem praticar, senão esquece, perde o tato. No alfabeto são 26 letras (contando K, W e Y), no Braille são 63 símbolos, as pessoas se engancham. No livro falado não precisa disso", ressalta.
Recentemente, Celso escutou o livro "Memórias de uma gueixa". "São 16 CDs, achei muito bem escrito. Também ouvi ´Ensaio sobre a cegueira´. Agora estou escutando ´Iracema´", contabiliza. Também membro da Alasac (ele já escreveu um cordel depois de participar de oficina no Sesc da capital), Celso realiza dois projetos no Instituto. No "Saiba Mais", conta a alunos e assistidos histórias de nomes de ruas de Fortaleza. Já no projeto "Ler Faz Bem", uma pessoa leva um livro, e, na volta, apresenta síntese da obra.
Contribuição
A biblioteca conta ainda com a ajuda de Igor Peixoto, 23 anos, aluno de do curso de Biblioteconomia da UFC. Em seu trabalho como voluntário no Instituto, realiza uma troca de experiencias bastante rica com Andreia. "Ele traz o aprendizado do curso para otimizar biblioteca", comemora a professora.
Igor também dá palestras para as crianças. "Falo sobre as bibliotecas mais importantes do mundo, a evolução desse espaço e de como se portar nele, sobre a importância da leitura e da escrita", detalha o estudante.
Embora usuário do Setor de Livro Falado, Igor defende o Braille. "O livro gravado é ferramenta prática de inclusão, mas o Braille é nosso elo com a leitura, um elemento importante dede identidade cultural".
ADRIANA MARTINS
REPÓRTER
