terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Grupo PAIDEIA

A magia dos bonecos educando com os clássicos da mitologia
Um grupo de amigas unido pela mesma paixão – Mitologia Greco-romana – e um desafio: adaptar mitos, de cunho geralmente trágico e complexo, para uma forma cômica, com uma linguagem regionalista.

Assim surgiu PAIDEIA, um grupo de fantoches que se propõe utilizar didaticamente o teatro de bonecos. O fim: divulgar a Cultura Clássica através de adaptações de contos da Mitologia Greco-romana. Essas adaptações visam abordar temas educativos e morais para, assim, promover discussões que ajudem na formação intelectual de crianças e jovens. Tencionam, com isso, despertar o interesse pela leitura e favorecer o senso crítico, refletindo sobre: amor, inveja, vaidade, poder, morte. Agradam, portanto, também o público adulto.
Uma vez educadores, entendemos que o mito é fundamento da vida, uma reprodução do inconsciente. Portanto, tratar de Mitologia é tratar de Psicologia que, ao regressar à infância da alma individual, também o faz à infância da humanidade ao primitivo, ao mítico. Cuidar das profundezas da alma remete a tempos primordiais, ao poço do tempo, a normas e formas de vida originais. Isso nós buscamos por meio da Mythologia: “histórias” (mythoi) e “narração” (legein). Trata-se, pois, de uma forma de narrar que suscita ecos, desperta a consciência de que a história diz respeito pessoalmente ao narrador e ao espectador, conforme Karl Kerényi (Os Deuses Gregos, Cultrix, 2000).

Paideia significa, em linhas gerais, a formação integral do homem através da cultura, da política, da religião, da filosofia e dos jogos (fúnebres, olímpicos). Nesse sentido, o grupo vem buscando pautar seu trabalho e tem, ainda, o propósito de resgatar a figura do contador de histórias. Este, a exemplo dos aedos, dá voz à Mnemosine, a deusa da memória, além de adequar a seu público – notadamente o infantil – o que vai contar. Ele é mediador do passado feito presente que, por sua vez, aponta para o futuro pautado no sonho. Sim, pois não são os Mitos irmãos dos Sonhos? O material de ambos não são imagens criativas e vivas? Que o digam Freud, Jung... os antigos.

Mito, Sonho, Poesia. Sob a arte da palavra, a magia dos bonecos educando com os clássicos da Mitologia.

HISTÓRICO DO GRUPO
Inicialmente chamado DADAWALU, o grupo Paideia surgiu em uma disciplina de Teoria e Prática em Literatura do curso de Letras da UFC, em que necessitávamos organizar uma aula diferenciada, utilizando elementos novos e que servissem de atrativo aos alunos.

Tendo o total apoio da professora Sarah Diva, preparamos uma aula de Literatura Clássica para crianças de aproximadamente dez anos usando, como elemento atrativo, fantoches. A apresentação do trabalho foi em 31/07/2002, no Auditório da Biblioteca do Centro de Humanidades da UFC; desde esse dia, não paramos mais.

Hoje, nosso grupo, com algumas modificações no elenco, mas os mesmos ideais, atende pelo nome de PAIDEIA desde 19/12/2003.

Integrantes
Ana Candelária Queiroz do Nascimento
Formada em Letras – Português pela Universidade Federal do Ceará e Especialista em Arte e Educação pelo CEFET.
Danielle Motta Araújo
Formada em Letras – Português e Espanhol pela Universidade Federal do Ceará e Especialista em Estudos Clássicos pela UFC.
Francisca Luciana Sousa da Silva
Formada em Letras – Português pela Universidade Federal do Ceará
Edivânia Barbosa Vieira
Formada em Letras – Português e Espanhol pela Universidade Federal do Ceará.
Glaudiney Mendonça – coordenador do bacharelado em sistemas e mídias digitais, mestre em Ciências da Computação, professor do Instituto UFC Virtual.
Walnysse Gonçalves
Formada em Letras – Português pela Universidade Federal do Ceará.
Washington Forte
Formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Faculdade Integrada do Ceará.

Contatos:
Ana Candelária: 96278114 candyqueiroz@hotmail.com / Orkut, MSN
Danielle Motta: 96278125danimottapaideia@hotmail.com / Facebook, MSN, Orkut, Twitter, You Tube
Luciana Sousa: 9946.4239 luveredas@yahoo.com.br / Facebook, Lucy Pocket (Blogger), Meme, Tumble, Twitter, You Tube (Canal Luveredas)
Washington Forte: 88972402 wash@gmail.com.br / washingtonforte@hotmail.com / Facebook, MSN, Orkut, Twitter, You Tube
Enviado:Tapete Mágico

PARAPROJETO DE EXTENSÃO CURSO DE MITOLOGIA

TEMA / TÍTULO
A sombra do cavaleiro: mitos e arquétipos do Batman a partir da obra de Christopher Nolan.
PALAVRAS-CHAVE
Mitologia da Caverna, arquétipos.
EQUIPE DE TRABALHO
Francisca Luciana Sousa da Silva, Glaudiney Moreira Mendonça Júnior, José LourençoBecco Rodrigues, Washington Forte da Silva.
EMENTA
Apreciação crítica, análise comparativa e psicológica do mito do Batman a partir de BatmanBegins e The Dark Knight, de Christopher Nolan.
APRESENTAÇÃO / JUSTIFICATIVA
Em Batman Begins e The Dark Knight, traduzido no Brasil como Batman: o Cavaleiro dasTrevas, Christopher Nolan desenvolve, em consonância com as Histórias em Quadrinhos, amitologia da caverna, a origem e a queda de um herói cuja arete consiste na força física que ele vaibuscar à custa de muito treinamento (partida, realização, retorno), a sublimação do desejo devingança em função da honra e da justiça e sua origem aristocrática, o que remete à própriaetimologia da palavra arete (Cf. Jaeger, Werner. Paideia: a formação do homem grego. São Paulo:Martins Fontes, 2001). Ele não é um escolhido divino, posto não ser filho de um deus, mas de paismortais. Ele se autoproclama escolhido face ao drama pessoal (perda dos pais na infância) que o fazreconhecer o drama social de Gottan City. Como símbolo, um velho temor da infância: o morcego.Outrora atacado por ocasião de uma queda e do medo que sentiu, passará a usar esse precedentecontra seus inimigos (não poucos), assumindo a sombra e usando como “máscara” seu papel social,sua identidade aristocrática.Identificar pulsões, projeções, reações e possíveis alegorias em torno desse herói, cuja sagateve início em 1939, é um dos desafios do Grupo Paideia neste projeto paralelo ao do Curso deMitologia, arriscando-se em novas searas, sem perder de vista, contudo, a proposta de reconhecer omito em toda parte.Além dos filmes supracitados, cumpre assinalar o documentário Batman Desmascarado - APsicologia do Cavaleiro das Trevas, que também servirá de base para o presente estudo de um dosmais humanos heróis das HQs.
OBJETIVO GERAL
Perceber na cronologia das mais significativas histórias do homem-morcego traços depersonalidade e ação que remetam ao herói mitológico, comprovando tanto a atualidade do mitoquanto a profundidade psicológica dos super-heróis dos quadrinhos.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS1. Analisar, criticamente, transposição das HQs para o cinema do referido personagem.2. Destacar pontos de convergência e divergência nessas diferentes linguagens econtribuições para a evolução do personagem também em outras mídias.www.paideia.blog.br3. Empreender análise psicológica do Batman tomando como referência estudos de Jung eBachelard (Psicologia Analítica e Psicologia da Matéria, respectivamente).
METODOLOGIA
1. Aulas expositivas e interativas a partir da leitura dos quadrinhos previamente indicados edos filmes selecionados.
2. Exibições em vídeo e Power Point do conteúdo, focando cenas dos filmes em questão.
3. Realização de debates com participação de alunos e convidados sobre os temas estudados.
PROGRAMAÇÃO
CLIENTELA / PÚBLICO-ALVO
Pessoas interessadas em psicologia, mitologia, literatura, cinema e quadrinhos.
AVALIAÇÃO
1. Frequência
2. Participação nas aulas
3. Trabalho escrito e/ou gráfico ao final do curso.
RESUMO DA AÇÃO
BIBLIOGRAFIA
GAIMAN, Neil & KUBERT, Adam. O que aconteceu ao Cavaleiro das Trevas? (Whateverhappened to the Caped Crusader?)
MILLER, Frank. O Cavaleiro das Trevas (The return of the Dark Knight).
MILLER, Frank & LEE, Jim. Grandes Astros: Batman e Robin (All – Star Batman and Robin,the Boy Wonder).
MILLER, Frank & MAZZUCCHELI, David. Batman: Ano Um (Batman: Year One).
MOORE, Alan & BOLLAND, Brian. A piada mortal (The killing joke).
MORRISON, Grant & McKEAN, Dave. Asilo Arkham – uma séria casa em um sério mundo(Arkham Asylum – a serious house in a serious earth).
O´NEILL, Dennis & ADAMS, Neal. Contos do demônio (Tales of the demon).
FILMOGRAFIANOLAN, Christopher. Batman Begins. 2005. Warner Bross Pictures.______. Batman: o Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight). 2008. Warner Bross Pictures.
BURNS, Kavin. Batman desmascarado: a psicologia do Cavaleiro das Trevas (Batmanunmasked: the psycology of the Dark Knight). History Channel.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Convite lançamento do livro de Gonzaga Mota - "Textos para reflexão"‏

A Editora IMEPH tem a honra de convidá-lo(a) para o lançamento do livro “textos para Reflexão” do autor Gonzaga Mota, que acontecerá próximo dia 11/02. Maiores informações:
Lucinda Marques
Editora IMEPH
85.3261.1002

Enviado por Andréia Barros / SAC

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

LEVE A DOR PARA PASSEAR

"Deixe em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoas e qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d'água...". Assim, como escreveu nesta canção, um grande compositor brasileiro, muitos de nós estão com o pote repleto de sofrimentos e dores da alma, de forma que, não há mais espaço para nada que gere angústia, tristeza e depressão.

Quando estamos nestes estados sombrios e dolorosos, procuramos o isolamento, a penumbra e o silêncio, para que as lágrimas e os gemidos possam ter maior privacidade e o sofrimento tenha as suas emanações inteiramente aproveitadas. Afinal, quem chora, quem se desespera, quem se abraça fervorosamente com a dor, não pode estar diante da luz ou dos sorrisos alheios, que muitas vezes consideramos como uma afronta à nossa combalida alma de sofredor.

Certamente, um tempo afastado de tudo e de todos, sempre é bom para colocarmos as ideias nos seus devidos lugares. Porém, deixar que este tempo se alongue, poderá nutrir os sentimentos de prostração e subnutriros desejos do coração, que nunca quer palpitar de dor e sim, ver o seu dono voltar a sorrir e a lutar pela vida.

Por isso, escolha um belo dia de sol, pode ser também um frio dia de chuva e leve a dor para passear. Quem sabe, ela não encontre motivos para doer menos? Não descubra um lugar onde será mais eficiente do queno seu coração? Esqueça o caminho de volta á sua casa quando você retornar? Ou então, encontre pelo caminho, dores maiores do que a sua ese envergonhe. Enfim, não custa nada tentar, aproveite enquanto está doendo, mas não demore muito, pois ela, sua dor, poderá se acostumar coma solidão, com a escuridão, ficar preguiçosa e não deixar você se movimentar para abrir a janela ou a porta.

Vamos lá, convide sua dor para um passeio. Comece por percursos curtos, vá até o jardim ou quintal, saia da cama e caminhe até outro local do seu quarto, ligue a TV, procure um canal desses que mostram viagens, lugares lindos, mares, montanhas, pássaros, pessoas alegres, etc. Se você for cego, ouça os sons destas paisagens, imagine mentalmente, use os outros sentidos mas evite as cenas iguais às suas ouaos seus cenários interiores de momento, nada de ninguém sofrendo, nadade dor estampada na tela, lembre-se, sua dor quer espairecer, quer aceitar seu convite para um passeio, mesmo que seja rápido.

Está bem, eu sei que dói demais, que não estou no seu lugar, quefalar é fácil, que pimenta no dos outros é refresco, que sua dor não quer passear para não correr o risco de encontrar alegria abundante lá fora, diante de tanta escassez dentro de você. Mas se ainda não é o momento de convidá-la para passear, pelo menos, aproveite um instante que seja, enquanto ela estiver desprevenida e nem perceba aquele pensamento otimista intrometido, que quer entrar em lugar onde não foi chamado e saia do seu eu menor e veja o seu EU MAIOR mostrando sua força interior, sua capacidade de enfrentar e vencer problemas, sua condição de compreender melhor a dor e a sua vontade, antes escondida entre as lágrimas, de sair, de mudar o quadro mental, de pular fora dessa, decorrer e gritar pra todo mundo ouvir, que você voltou a sorrir, a querer companhias humanas ao seu redor, que as janelas e portas estão abertas para a felicidade, que você foi um bobo ser que demorou muito a levar sua dor para passear.

Agora, se a minha espontânea e solidária crônica sobre a dor que precisa passear, não modificou de alguma forma o teor da tristeza que se instalou em sua casa interior, deixe-me pinçar uma poesia do meu livro"Viagem ao Céu Particular", para mandar um recado à tristeza, que não voltará, depois que a dor sair para passear: TRISTEZA TRISTEZA
Paulo Roberto Cândido

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Reunião ALASAC 2011

O início do ano letivo vem com muitas novidades. Nesta perspectiva, a Academia de Letras e Artes da Sociedade de Assistência aos Cegos - ALASAC se reune hoje (11) para mais uma reunião extraordinária que tem como objetivo reunir os seus integrantes para traçarem novos caminhos para 2011. A reunião acontece das 9:00h às 11:00h na Instituição.
Confira a pauta:

1. Abertura (Presidente)
2. Acolhida (Thayná Viana)
3. Palavra da Secretária (Andréia Barros)
4. Palavra Girante (Presidente)
5. Leitura do Estatuto (Andréia Barros)
6. Discussões sobre a página na internet (Presidente e demais participantes)
7. Deliberações Gerais (Presidente e secretária)
8. A doce caixa da amizade (Dinâmica da caixa de chocolate)
9. Encerramento e almoço.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

RETROSPECTIVA 2010


Naquele dia em que você chorou, suas lágrimas eram gotas de construção.

Naquela hora em que você se sentiu derrotado, a angústia era o pontapé inicial para a vitória.

Naquele momento em que você se encontrava sozinho, sua solidão era recolhimento com uma multidão de pensamentos transformadores.

Naquele instante em que você pensou em desistir de tudo, sua mente estava voltada para as verdadeiras conquistas que precisavam ser alcançadas.

Naquela vez em que a tristeza bateu à sua porta, o "toc, toc" era o sinal da alegria querendo dizer que poderia entrar primeiro.

Enfim, naquele dia, naquela hora, naquele momento, naquele instante, naquela vez, naquela qualquer medida de tempo ou espaço do ano que passou, tudo era registro pra retrospectiva de uma excelente perspectiva para o novo ano que chegou.

Não seja igual a TV que só mostra os piores momentos, seja um arco-íris anunciando um belo cenário no horizonte eterno de sua existência repleta de Fé, Esperança, Amor e Caridade.


Feliz 2011, repleto de melhores momentos em todos os dias do calendário!

Paulo Roberto Cândido

Receita de Ano Novo



Receita de Ano Novo

(Carlos Drummond de Andrade)


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação
como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperançaa partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.