terça-feira, 27 de abril de 2010

USP faz adaptação de prótese auditiva pela internet

Projeto da Faculdade de Medicina permite ajuste de aparelho por meio da teleaudiologia e pode facilitar atendimento.

Após desenvolver um aparelho auditivo digital de baixo custo, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo deram mais um passo para facilitar a vida dos pacientes com deficiência auditiva. Com o uso da internet, eles agora podem realizar o ajuste dos aparelhos à distância. O Brasil é pioneiro nesse procedimento, denominado teleaudiologia.

A adaptação do aparelho auditivo é necessária porque há alterações nas condições dos ambientes, como a clínica médica e o local de moradia do paciente, por exemplo, que podem influenciar na qualidade do som e na percepção auditiva. Além disso, há pessoas que possuem perda progressiva de audição e, algumas delas, perdas auditivas “flutuantes”, ou seja, que podem mudar conforme o dia e estado físico do paciente.

Segundo o engenheiro Sílvio Penteado, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, a teleaudiologia vai permitir a adaptação dos aparelhos em locais mais próximos do paciente, como postos de saúde e hospitais regionais. “Hoje o usuário tem de ir a um dos 136 centros especializados e muitas vezes precisa viajar centenas de quilômetros, o que gera custos com transporte, alimentação, etc.”, diz Penteado.

No início de abril, foi realizado um teste com três pacientes residentes em Pouso Alegre, em Minas Gerais. Por meio de um programa de comunicação via internet, a fonoaudióloga Gisele Munhóes transmitiu do Hospital das Clínicas da FMUSP os procedimentos de adaptação do aparelho para as fonoaudiólogas Liliana Souza, Elissandra Monteiro e Fernanda Hedinja, que acompanhavam os voluntários com perdas auditivas no Instituto Sul Mineiro de Otorrinolaringologia.

O processo exigiu um programa de adaptação chamado adaptEasy e um aparelho para ligar a prótese auditiva no computador. “É uma proposta inovadora, mas é preciso reforçar que não se irá atender o paciente à distância, e sim dar suporte ao profissional que o atende no local”, diz Gisele.

Segundo Penteado, o procedimento online traria benefícios para as práticas de políticas públicas, já que tornaria o processo de ajuste mais simples. Apesar de fonoaudiólogas terem acompanhado o teste feito em Minas Gerais, Penteado afirma que quem recebe as instruções via internet precisa ter apenas conhecimentos de audiologia.

Nesta terça-feira, serão realizados mais testes com pelo menos dois pacientes da PUC de Campinas, no interior de São Paulo. “Nosso objetivo é trazer outras instituições para a pesquisa”, diz ele. O projeto piloto tem a coordenação e idealização do professor Ricardo Ferreira Bento, do Departamento de Otorrinolaringologia da USP.

Fonte: http://economia.ig.com.br/inovacao/usp+faz+adaptacao+de+protese+auditiva+pela+internet/n1237597011463.html


Mobilidade é maior problema da pessoa com deficiência no Brasil

Acessibilidade, uma palavra comprida, representa um direito de todo cidadão. Veja o que está sendo feito para melhorar a vida de pessoas com necessidades especiais. Ainda há muito por fazer.

Às 7h30, em Curitiba, muita gente está a caminho do trabalho. No meio delas, no ônibus, o analista de sistemas Claudinei de Oliveira - casado, pai de uma filha, cadeirante. Como ele, há 28 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, segundo estimativa do IBGE. Outro cálculo, o das Nações Unidas, fala em 19 milhões.

Gente como o técnico de informática João Carlos Rocha, no Rio de Janeiro. Quanto ele tenta pegar um ônibus, um não é adaptado, outro para longe do ponto. Há os que nem param. Em outro o elevador não funciona. Ele leva quase uma hora para conseguir embarcar

A administradora de empresas Ana Claudia Monteiro vai ao trabalho de metrô: “A estação onde eu moro, a Siqueira Campos, em Copacabana, é totalmente acessível. Lá eu não preciso de ajuda. Mas no Catete, que é a estação onde eu desço, não tem elevador. Só escada rolante. Eu preciso de um auxiliar que me ajude na escada rolante até o nível intermediário e depois até a rua e quando você sai da escada rolante, ainda tem dois degraus”.

A maior parte das estações do metrô do Rio de Janeiro não tem elevador. Em São Paulo, pelas ruas, Regina passa dificuldades. Os sinais de trânsito não têm aviso sonoro para alertar o cego se abriu ou fechou. No Rio de Janeiro existe apenas um, em frente ao instituto dedicado à integração do cego ao mundo comum.

Nos bairros da capital paulista, não são apenas buracos e faltas de rampas que incomodam quem usa cadeira de rodas. O maior problema da pessoa com deficiência no Brasil é a mobilidade.

“Às vezes,em lugares que eu não conheço, que não tem muita gente, e como nós somos a minoria, não tem aquela adaptação da cidade para deficientes visuais, tipo sinal sonoro, orelhão que não tem proteção, que bate com a cabeça, especialmente eu que sou um pouquinho alto”, descreve o atleta para-olímpico Luis Pereira Da Silva Filho.

“Eu todo dia ando no centro da cidade. É uma loucura, é muita gente, as pessoas não notam, só notam quando a minha bengala, que é o instrumento que a gente usa pra andar na rua, que quando toca em alguém, que aí vê que é um deficiente visual que está passando e aí fala: cuidado, cuidado”, diz a atleta Ana Carolina.

Na capital do Paraná existem calçadas com trilhas para cegos, rampas, paradas altas, que permitem entrar direto (com a cadeira) no interior dos ônibus. A reforma do sistema de transportes de Curitiba teve orientação da superintendente do IBDD Tereza Costa D’Amaral, que também ajudou a elaborar a Lei do Deficiente em 1998: “Curitiba fez a reforma do transporte coletivo pensando na acessibilidade para o deficiente, então foi uma transformação completa, não se fez uma exceção”.

Mesmo na cidade considerada a mais bem adaptada às necessidades de portadores de deficiências, quem está numa cadeira de rodas, ou tem algum tipo de deficiência, enfrenta problemas diariamente. Nas paradas, escadas.

“Seria necessário fazer uma rampa que você criaria uma certa independência para subir e descer sem depender de outras pessoas e também ajudaria outras pessoas, como idosos, gestantes, para poder utilizar a rampa”, sugere Claudinei de Oliveira.

A Lei do Deficiente exige: rampas, acesso, locais próprios em cinemas e teatros, banheiros, vagas em estacionamentos...

“De que adianta oferecer emprego para uma pessoa com deficiência, se não existe um meio acessível para ele chegar a esse emprego? De que adianta oferecer escola se ele não consegue chegar à sala de aula porque na escola só tem escada? De que adianta oferecer cultura, lazer, se todos esses locais, esses instrumentos não são acessíveis?”, questiona o analista de sistemas Sandro Soares.

Por que a lei não funciona?

“Eu acho que é preciso fiscalização, vontade. Por que não adianta você ter uma determinação que obriga os ônibus a ter acessibilidade e ninguém fiscalizar se ela funciona”, aponta a administradora de empresas Ana Claudia Monteiro.

André Melo de Souza quer mais do que surfar: “Uma cidade toda acessível para que as pessoas possam vir à praia, ir ao teatro, ir à escola, poder chegar ao hospital porque não adianta ter a saúde se não tem como chegar lá, não adianta ter a escola se o aluno não tem como chegar lá e isso envolve toda a questão da acessibilidade na cidade toda. Não é só o transporte, mas as vias e tudo. O que eu espero é uma cidade para todos”.

E um país que permita a meninos como o estudante Vinicius Rangel Valentin, de 10 anos, sonhar alto: "Eu quero chegar em 1016 e ser campeão”.

Fonte: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/04/mobilidade-e-maior-problema-da-pessoa-com-deficiencia-no-brasil.html

Fatos Históricos - 27 de Abril


As cabras clonadas

A empresa de Montreal (Canadá) Nexia Biotechnologies anunciou ter conseguido, mediante clonagem, o nascimento de três cabras idênticas no dia 27 de abril de 1999. A técnica foi a mesma utilizada com a ovelha Dolly, em fevereiro de 1997. As trigêmeas foram chamadas de Danny, Clint e Arnold.

1521 - Morre Fernando de Magalhães, navegador português que realizou, a serviço da Espanha, a primeira expedição ao redor do mundo.

1783 - Nasce Anastasio María Ochoa, escritor mexicano.

1791 - Nasce Samuel F. Morse, norte-americano, inventor do telégrafo elétrico.

1820 - Nasce Herbert Spencer, filósofo britânico.

1833 - É firmado o tratado Roca-Runciman entre a Argentina e a Grã-Bretanha, que se compromete a comprar carne argentina em troca de proteção às empresas britânicas localizadas no país sul-americano.

1855 - É firmado um Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Paraguai.
1870 - Em um golpe de Estado contra José Tadeo Monagas, presidente de Venezuela, o general Antonio Guzmán Blanco toma o poder de Caracas e se proclama Presidente da República.

1940 - Morre Joaquín Mir, pintor español.

1942 - Nasce Valeri Poliakov, médico e astronauta russo.

1945 - É proclamada a 2ª República na Áustria e a sua independência da Alemanha nazista.

1956 - O governo argentino anula a Constituição de 1949 e reimplanta a de 1853, por um decreto do presidente Pedro E. Aramburu.

1960 - É proclamada a independência de Togo.

1978 - O presidente do Afeganistão, Mohammed Daud Kham, morre durante o golpe de Estado que leva ao poder o general Taraki.

1985 - Um incêndio no Instituto Neuropsiquiátrico e Geriátrico de Buenos Aires mata 80 pessoas e deixa 200 feridas.

1991 - A presidenta da Nicarágua, Violeta Barrios de Chamorro, sai ilesa de um atentado.

1992 - Sérvia e Montenegro proclamam a nova República Federal da Iugoslávia.

1994 - O 10º Congreso da Assossiação das Academias da Língua Espanhola concordam em suprimir o "Ch" e a "Ll", tornando-as letras independentes.

1997 - Morre Dulce María Loinaz, escritora cubana.

1999 - A empresa canadense Nexia Biotechnologies anuncia ter realizado a clonagem de três cabras.

2000 - Um total de 985 pessoas são assassinadas por uma seita apocalíptica da Uganda.
Fonte: noticias.terra.com.br

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Deficientes visuais passam a ter acesso fácil à Internet

Deficientes visuais em Angola passam a ter acesso a Internet, graças a uma tecnologia moderna que, a partir de amanhã, estará à disposição do público-alvo numa loja especializada, em Luanda.Aberta amanhã, a loja, situada na Avenida Comandante Valódia, será pioneira, em Angola, na venda de um dispositivo electrónico especial que é instalado no computador e é adaptado especificamente às pessoas portadoras de deficiência visual. Segundo o director da Izonga Comercial, Bernardino Machado, única empresa no mercado angolano a comercializar tais produtos, o dispositivo pode ajudar um deficiente visual a acessar textos comuns disponibilizados na Internet sem necessidade de impressoras especiais e em tempo real.
“ Montados lado a lado num teclado de leitura, os dispositivos ligam-se a um processador capaz de ler um texto numa tela comum de computador e o converter para os sinais braille ”, explica Bernardino Machado.
Bernardino Machado disse que o dispositivo pode contribuir para aumentar a capacidade de trabalho dos deficientes visuais em todas as actividades que empregarem computadores pessoais. “A tecnologia de computação tem tornado possível o rompimento das barreiras em relação aos portadores de deficiência visual. Antes, um texto extenso demorava horas para ser criado manualmente em braille. Hoje, o processo leva minutos com o uso de impressoras específicas para o sistema”, garantiu o director da Izonga Comercial. A Izonga Comercial, para além da comercialização de todos materiais para deficientes áudio visuais, como a máquina de escrita braille, audiocharta, que é o leitor autónomo de documentos, e impressoras diversas, presta também serviços técnicos especializados, através de uma adaptação quer do sistema educativo como profissional, facilitando a provisão de acessórios técnicos”, disse o nosso entrevistado.
Bernardino Machado explicou que através dos aparelhos adaptados, ajudaram duas jovens deficientes visuais que terminaram o curso superior e que tinham as suas teses escritas na linguaguem comum. “ Nós tivemos que traduzir em sistema de livro digital e a sua defesa ficou mas facilitada”, acrescentou.
O director da Izonga Comercial acredita que pelo facto de muitas pessoas desconhecerem a existência da loja, muitas escolas de ensino especial e pessoas particulares, não só em Luanda, mas também no resto do país, têm dificuldades em encontrar kits de matemática para os seus alunos.

Perkins planeja ampliar vendas no Brasil

Perkins, instituição norte-americana especializada na reabilitação e inclusão de portadores de deficiência auditiva e de visão, pretende aumentar a venda de suas máquinas de escrever em Braille no Brasil. Por aqui, a fabricante já comercializou mais de 2 mil equipamentos desde 2006.
Para 2010, a perspectiva é de que a entidade venda quase a metade deste volume em um só ano. "Só para o Ministério da Educação foram 500 máquinas", contabilizou David Morgan, gerente de produto da Perkins. O negócio dá uma conta de R$ 850 mil.
Somente este ano, já chegaram cerca de 800 máquinas da marca no Brasil - em 2009 foram 700 ao todo. Os principais clientes da instituição são escolas públicas e instituições especializadas em reabilitação, tendo em vista o lato valor agregado do produto. Uma maquina máquina da geração mais nova custa R$ 3,5 mil.
Morgan disse ao DCI que o volume comercializado na América Latina tem crescido de forma acelerada nos últimos anos, tornando-se um mercado mais atrativo por conta da mudança do comportamento em relação aos deficientes.
A Perkins fornece ainda consultoria em educação especial para instituições como o Mackenzie e Santa Casa, atuando em 70 países.

Preconceito e desinformação prejudicam contratação de pessoas com deficiência

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que a contratação de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho caiu 7% no Brasil entre 2007 e 2008. A informação é da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape).

Para a entidade, a redução na contratação de deficientes é justificada por algumas empresas pela falta de mão de obra para dar cumprimento à Lei 8.213/1991, conhecida como Lei de Cotas, que estabelece um percentual de pessoas com deficiência a ser contratado pelas empresas.

O gerente de Inclusão e Capacitação Profissional da Avape, Marcelo Vitoriano, disse à Agência Brasil que a partir da ampliação da fiscalização implementada pelo Ministério do Trabalho, muitas companhias passaram a admitir deficientes em seus quadros, mas poucas se preocuparam em criar uma gestão que contemplasse a retenção dessas pessoas e propiciasse a elas programas de educação continuada dentro das próprias organizações. “Ou seja, pessoas perderam o emprego por conta disso”.

Segundo a Avape, não falta mão de obra para preencher o que estabelece a Lei de Cotas no que diz respeito aos profissionais com deficiência. Vitoriano afirmou que a questão da discriminação melhorou, mas o preconceito ainda existe sob diferentes formas, entre elas a não realização de investimentos nas instalações físicas para dar acessibilidade aos portadores de deficiência, a compra de um software (programa de computador) para cegos, por exemplo. “Esse tipo de discurso é preconceituoso no sentido de não investir recursos para poder receber pessoas com diferentes perfis”.

O gerente da Avape lembrou, contudo, que a educação e a capacitação de pessoas é um problema ainda sério no Brasil, independentemente de elas serem deficientes ou não. Segundo a Avape, a não absorção no mercado de trabalho formal se agrava para as pessoas com deficiência intelectual, que apresentam alguma dificuldade de cognição ou de escolaridade. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 10% da população mundial têm algum tipo de deficiência. Desse total, 50% são indivíduos com deficiência intelectual.

“A gente percebe um movimento um pouco mais lento na contratação de pessoas com deficiência intelectual. Ainda hoje, elas integram a menor parte da população com deficiência contratada”, disse Vitoriano. Ele explicou que as pessoas confundem deficiência intelectual com doença mental, o que cria estereótipos negativos, associados à loucura, inibindo a contratação pelas empresas e prejudicando as pessoas portadoras desse tipo de problema.

O censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Brasil tem 14,5% de deficientes, o que equivale a 27 milhões de indivíduos. Considerando-se os dados da OMS, os deficientes intelectuais brasileiros seriam 13,5 milhões de pessoas, dos quais boa parte poderia estar trabalhando. Entretanto, apenas 2% estão empregados.

Números do Ministério do Trabalho acumulados até março deste ano indicam que há no Brasil uma preferência pela contratação de tipos específicos de deficiência, informa a Avape. A maior contratação (47,5%) é feita com deficientes físicos, seguindo-se deficientes auditivos (32,5%) e reabilitados (8,4%), enquanto os deficientes intelectuais e visuais têm índices de apenas 5,8% e 4,7%, respectivamente.

A Avape defende que sejam realizadas pelo governo campanhas informativas que desmistifiquem os conceitos que muitas pessoas ainda têm sobre os deficientes intelectuais e visuais. “Você só desmistifica e quebra preconceitos com muita informação”, afirmou Marcelo Vitoriano. Ele sugeriu que os ministérios da Saúde e do Trabalho se engajem nesse tipo de campanha, para mostrar à sociedade que esse deficiente pode exercer muitas funções em empresas como restaurantes, bancos e, inclusive, montadoras de automóveis, “respeitadas as suas características”.

Desde que foi criada em 1982, a Avape já conseguiu colocar no mercado de trabalho 15 mil pessoas com deficiência. De acordo com a Rais, o estado de São Paulo, pela sua característica industrial muito forte, é o maior empregador de pessoas com deficiência no país, passando de 600 indivíduos em 2001 para 112,1 mil no ano passado. Em outros estados, contudo, foram registradas quedas na contratação.

As maiores baixas são observadas em Goiás (76,9%), na Bahia (50,3%) e em Mato Grosso do Sul (26,8%). Vitoriano comentou que falta a esses estados iniciativas voltadas à promoção e defesa dos deficientes, além de maior fiscalização por parte do Ministério Público, como já ocorre na capital e no estado de São Paulo. “A gente espera que esse movimento vá também para outros estados”, afirmou.

Projeto: Composição Criadora

SOCIEDADE DE ASSISTÊNCIA AOS CEGOS
PROJETO COMPOSIÇÃO CRIADORA – PRÊMIO: SAC ARTE
APOIO CULTURAL: ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DA SOCIEDADE DE ASSISTÊNCIA AOS CEGOS – ALASAC

Com o objetivo de disseminar a cultura através dos diversos tipos de artes e de descobrir novos talentos, a Sociedade de Assitência aos Cegos juntamente com a Biblioteca Braille Josélia Almeida inicia no próximo dia 30 de abril as inscrições para o projeto: Composição Criadora

REGULAMENTO:

1-O Prêmio Composição Criadora" SAC ARTE" é destinado aos diversos artistas e talentos que fazem parte da Sociedade de Assistência aos Cegos e tem o patrocínio Cultural da Biblioteca Braille Josélia Almeida e da Academia de Letras e Artes da Sociedade de Assistência aos Cegos - ALASAC;

2-Poderão participar do concurso todos os funcionários da SAC, alunos doInstituto Hélio Góes, Membros da ALASAC, Médicos, Voluntários, Conselheiros, Diretores e Assistidos.

3-As Inscrições deverão ser feitas através de uma ficha de inscrição que serádistribuída em todos os setores da SAC. Terão início em 30/04/2010 e se encerrarão em 14/05/2010. As Fichas deverão ser entregues na BibliotecaBraille Josélia Almeida;

4-Todos os trabalhos deverão ser entregues na Biblioteca Braille JoséliaAlmeida, até o dia 05 de Junho de 2010;

OBSERVAÇÕES:

- As performances musicais deverão ser entregues através degravações identificadas em CD;

-Os participantes da categoria ARTES CÊNICAS deverão entregar seustrabalhos em DVD com a gravação de suas performances.

5-Uma comissão julgadora formada por pessoas da Arte e da Cultura doEstado do Ceará, avaliará os trabalhos e selecionará os três melhores decada categoria, que receberão diplomas e medalhas no dia 22/06/2010.

CATEGORIAS

Os candidatos poderão escolher a categoria.

TEXTO TIPO NARRATIVO - Textos, literários ou não, que apresentam histórias reais ou fictícias.

-FÁBULA: fábulas pertencem ao grupo de histórias criadas pela tradição oral. As fábulas são histórias curtas, geralmente utilizam o diálogo entre os personagens. Os personagens geralmente são animais. Toda fábula tem uma moral.

-CONTO: os contos tradicionais, ou populares, são antigos gêneros literários orais, de origem popular. Eles não têm autores, pois surgiram de pessoas comuns e foram contados e recontados muitas vezes por pessoas diversas, em lugares e épocas diferentes. Assim passaram de geração, sempre sofrendo variações que dependiam da linguagem própria de cada época.

-BIOGRAFIA: a biografia pretende refazer o trajeto de vida de um indivíduo, quase sempre célebre, famoso ou que tenha se destacado em sua época por alguma razão especial. Este gênero nos oferece a oportunidade de observar mais profundamente a personalidade da pessoa biografada e descobrir algumas ou muitas das características que determinam suas contribuições e realizações.

-CARTA: a carta estabelece uma ligação direta e pessoal entre o leitor e o escritor. É um dos gêneros literários mais antigos. É uma forma de comunicação manuscrita ou impressa, dirigida a uma ou mais pessoas.

-BILHETE: o bilhete é uma espécie de carta simplificada, uma mensagem curta e objetiva. Os bilhetes são muito comuns em todas as circunstâncias. Um bilhete é utilizado normalmente para a comunicação entre se encontram relativamente próximas. Sendo assim, não é necessário utilizar os serviços dos correios e consequentemente dispensa o envelope.

-HISTÓRIA EM QUADRINHOS: a história em quadrinhos (HQ), como o nome já diz, é uma história desenhada em vários quadros pequenos. A HQ pode ser longa ou curta, mas como em toda narrativa, tem um enredo com princípio meio e fim. O desenho e o texto que, em grande parte, é a fala dos personagens são complementares, ou seja, um não faz sentido sem o outro.

-CRÔNICA: a crônica é um texto inspirado em acontecimentos reais do dia-a-dia, que é enriquecido pelo tom pessoal do autor, a linguagem é mesclada de seriedade, crítica e humor, simples, e espontânea. O cronista discorre sobre uma acontecimento, como se estivesse conversando com um amigo.

TEXTO TIPO POESIA- Textos que provocam uma resposta de caráter emocional.

-POEMA: o poema é considerado a semente de toda a literatura, ou seja, tudo indica que a literatura começou em forma de poema, pois é o gênero mais antigo de se tem notícia. Estrutura do poema:
Verso: cada linha do poema.
Estrofe: cada bloco de versos.
Forma fixa: dependendo do número de estrofes, os poemas recebem nomes especiais. O soneto é a forma fixa mais conhecida, na língua portuguesa foi imortalizado por Camões. O soneto é um poema cuja forma consiste em dois quartetos e dois tercetos. Assim também, há outras composições: acalantos, acrósticos e ...
Métrica: o número de sílabas métricas de cada linha ou verso obedece a algumas regras. (junta-se a sílaba terminada em vogal com a sílaba começada em vogal, formando uma única sílaba métrica, as sílabas são contadas até a última sílaba tônica do verso)
Rima: recurso que consiste em usar palavras que terminam de forma semelhante, quase sempre no final dos versos

.-PROSA: a prosa é escrita em parágrafos, em oposição à poesia, que é escrita em versos, rimados ou não.

-POESIA: a matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática.
“A poesia é mais fina e mais filosófica do que a história; porque a poesia expressa o universo, e a história somente o detalhe”.

ARTES PLÁSTICAS

- Criatividade
-DESENHO
-PINTURA
-ESCULTURA COM ARGILA
-ESCULTURA COM MASSA DE MODELAR
-ESCULTURA COM PAPEL
-ESCULTURA COM MADEIRA

ARTES CÊNICAS

-TEATRO

-DANÇA

MÚSICA:

-MÚSICAS

Obs: Maiores informações procurar professora Andréia Barros no setor da Biblioteca.